Você conhece os benefícios da Vitamina D?

 

Benefícios da Vitamina D

 

O único benefício reconhecidamente relacionado à vitamina D é sua relação com a saúde óssea por meio da participação no metabolismo do cálcio. Níveis adequados de vitamina D estão relacionados à prevenção do raquitismo e da osteoporose.

 

A definição de deficiência de vitamina D, baseada nos níveis séricos 25 (OH) D, é motivo de controvérsia na literatura. Valores acima de 30 ng/ml (> 75 nmol/l) são considerados como satisfatórios por todos os autores, pois cobrem a necessidade de mais de 97,5% da população. Níveis inferiores a 20 ng/ml (< 50 nmol/l) podem ser consensualmente considerados como deficiência de vitamina D.

 

A controvérsia relaciona-se aos valores compreendidos entre 20 e 30 ng/ml, nos quais alguns autores definem uma situação intermediária, denominada de "nível insatisfatório".

 

Dados epidemiológicos mundiais mostram que somente cerca de 30% dos indivíduos apresentam índices de vitamina D menores que 20 ng/ml e, portanto, podem ser classificados como deficientes, de forma consensual.

 

Exposição ao Sol

 

A radiação ultravioleta do tipo B (UV-B), com pico de ação em 296 nm, atua no metabolismo da vitamina D na pele. A partir daí, uma sequência de reações metabólicas de hidroxilação vai ocorrer no fígado e nos rins.

 

Em um país com altos níveis de insolação, como o Brasil, poucos minutos de exposição ao ambiente externo, qualquer que seja o clima, somente de mãos e face, seriam suficientes para a produção de vitamina D. 

 

Em relação ao horário de exposição ao Sol, sabemos que o nível de radiação UV-B é maior no período de maior risco para o câncer da pele, entre 10h e 15h, não justificando a exposição solar durante esses períodos, particularmente com a intenção de produção de vitamina D.

 

A exposição ao Sol, de forma intencional e desprotegida, não deve ser considerada como fonte para a produção de vitamina D ou para a prevenção de sua deficiência.

 

Uso de Fotoprotetores

 

Sabemos que o uso adequado de fotoprotetores reduz de forma significativa a quantidade de radiação UV-B que atinge a superfície cutânea, podendo, desta maneira, interferir teoricamente na produção de vitamina D.

 

Entretanto, na prática, sabemos que o uso regular de fotoprotetores não leva à deficiência de vitamina D. A possível justificativa encontrada seria a de que, pelo fato de os usuários não aplicarem o protetor solar na quantidade adequada e com a frequência e regularidade recomendadas, uma quantidade suficiente de radiação UV-B atingiria a superfície da pele para a produção de vitamina D.

 

Pacientes considerados como sendo de risco para o desenvolvimento de deficiência de vitamina D devem ser monitorados por exames periódicos e podem utilizar fontes dietéticas ou suplementação vitamínica para a prevenção de deficiência de vitamina D.

 

Fatores de Risco

 

São considerados fatores de risco para o desenvolvimento de deficiência de vitamina D:

  • Lactentes recebendo amamentação exclusiva.

  • Idosos (pele envelhecida produz menos vitamina D).

  • Indivíduos com baixa exposição ao Sol.

  • Condições climáticas extremas.

  • Uso rigoroso de medidas de fotoproteção.

  • Cobertura da pele por práticas religiosas.

  • Pessoas com pele escura (fototipos V e VI).

  • Pacientes com síndrome de má absorção.

  • Obesos mórbidos.

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